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OAB-SP admite Cassar Registro de Mizael Bispo, condenado a 20 anos de prisão


Detalhe : Mizael Bispo Chega ao Forúm de Guarulhos Sem Algemas, Porque Isso?

A condenação do policial reformado Mizael Bispo da Souza a 20 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima, poderá ter reflexos não só em relação à privação de liberdade, mas também no futuro profissional.

Mizael também é advogado e, segundo a OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), pode ter o registro cassado.

Pela lei federal que criou o Estatuto da OAB e pelo Código de Ética da categoria, no entanto, a dosimetria da pena em caso de infração por parte do profissional só é analisada quando a sentença do condenado transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos judiciais por parte da defesa.

"Se transitar em julgado e a Ordem verificar que de alguma forma isso afeta a dignidade da conduta profissional, será considerada uma dosimetria que vai da censura até a exclusão da classe", afirmou o presidente do Tribunal de Ética da OAB-SP, José Maria Dias Neto.

Dias Neto admitiu, no entanto, que "se alguém representar contra" o advogado na entidade, antes mesmo do trânsito em julgado da sentença de hoje, a Ordem poderá analisar o caso.

"O próprio condenado tem o dever ético de nos comunicar sobre sua situação. Mas se alguém representar contra ele, o caso será apreciado", resumiu.

Indagado se a OAB poderá requisitar sala de Estado-Maior a Mizael --benefício previsto no Estatuto da Ordem a advogados presos--, Dias Neto respondeu: "ele tem o direito de pedir, assim como eventual pedido de assistência jurídica, mas pedir não significa necessariamente que será atendido. Mas aí outra comissão da Ordem terá que analisar", concluiu.


Janaina Garcia
Do UOL, em São Paulo

Mizael Bispo é condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de Mércia Nakashima


O policial militar reformado Mizael Bispo foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da advogada Mércia Nakashima nesta quinta-feira (14). Ele foi considerado culpado pelo crime de homicídio triplamente qualificado — motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Durante a leitura da sentença, o juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano destacou que o fato de o réu ter mentido foi considerado um agravante. Cano afirmou ainda que "gestos de amor jamais podem levar a pessoa amada à morte".

Emocionados, os familiares de Mércia ouviram a sentença de mãos dadas.

Ao fim da leitura, o juiz também se emocionou. Com a voz embargada, ele agradeceu aos defensores, aos advogados, jurados e todos os presentes no plenário.

Sete jurados — cinco mulheres e dois homens — decidiram o destino de Mizael durante o júri popular que começou na segunda-feira (11), no Fórum Criminal de Guarulhos, Grande São Paulo.

Ao todo, foram ouvidas nove testemunhas — cinco da acusação, três da defesa e uma do juízo. Inicialmente, estavam previstas 11, mas duas foram dispensadas pelos advogados do réu.

Do fórum, Mizael volta para o Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, onde deverá permanecer até se esgotarem todos os recursos da defesa. Após sete anos de prisão, o réu poderá pedir, na Justiça, transferência para o regime semiaberto.

É hoje o Julgamento de Mizael Bispo Caso Mércia


Começou nesta segunda-feira (11), em Guarulhos, na Grande São Paulo, o julgamento de Mizael Bispo de Souza. O advogado e policial reformado é acusado de matar a ex-namorada, a também advogada, Mércia Nakashima. Pela primeira vez na história, um júri popular será transmitido ao vivo.

Mizael chegou ao Fórum de Guarulhos às 8h20. O irmão de Mércia chegou abalado. “Talvez seja o segundo momento mais difícil”, disse Márcio Nakashima. Já o irmão de Mizael disse estar confiante na absolvição.

 

Mizael chorou e enxugou as lagrimas com lenço. O juiz sorteou o Conselho de Sentença formado por sete jurados. A primeira testemunha foi o irmão de Mércia. Ele pediu para que Mizael deixasse o plenário.

Serão ouvidas cinco testemunhas de acusação, cinco de defesa e uma convocada pelo juiz. A previsão é que o julgamento termine na sexta-feira.

Uma situação atípica que pode acontecer durante o julgamento é autodefesa do réu. Mizael é advogado e não teve o registro cassado pela OAB, por isso, pode assumir a própria defesa diante do juiz e dos jurados.
Em julho, deve acontecer o julgamento de Evandro Bezerra da Silva. Ele é acusado de participar do assassinato da advogada.

Relembre
Mércia Nakashima foi assassinada no dia 23 de maio de 2010. Neste dia, ela almoçou na casa da avó, onde ficou até as 18h. Depois, desapareceu. Para o Ministério Público, Mizael matou Mércia porque não aceitava o fim do namoro de quatro anos.

Segundo a promotoria, Mizael levou a ex-namorada, no carro dela, para Nazaré Paulista, no interior de São Paulo. Lá, Mércia levou dois tiros: um na mão e outro que quebrou a mandíbula. O carro foi jogado na represa.
O laudo da perícia concluiu que a advogada morreu afogada.